Ultimamente as refeições em minha casa parecem mais ser julgamentos nos tribunais, onde eu sou a ré! Não importa o quão eu já tenha feito ou me privado de fazer, pois sempre, repito, SEMPRE eu tenho culpa em alguma coisa.
As acusações são inúmeras e das mais variadas, não aceitam o fato de eu não viver para o estudo apesar de ser muito bem sucedida em tudo aquilo que me foco. Por vezes creio que querem me utilizar como exemplo para a humanidade, querendo a perfeição em mim.
Eu que sirvo para muita coisa, mas principalmente como exemplo a não seguir. Pois é fato que não sou tão estudiosa quanto meus pais acham que poderia ser, tão vaidosa quanto o mercado consumidor exige ou tão interessada em futilidades como a televisão apregoa .
O Fato é que vivo ao meu modo, conseguindo minhas coisas do meu jeito, com meu esforço. Contudo, apesar do fato de eu não passar horas a fio estudando e deixando de viver meus finais de semana, que geralmente são de quinta à domingo, não significa que eu não tenha compreendido tão quanto os nerds com pouca capacidade de aprendizado. (note-se que estou de fato indignada) Apenas tenho uma sede de aventura que uma sala de aulas me impede de viver.
Outra parte enfática do MEU julgamento está no que tange aos meus amores. Essa parte é realmente digna de um lirismo, composto de antíteses e paradoxos. Quando estou namorando todos os namorados são imperfeitos, deficientes ou não estão à minha altura (como se eu fosse algo de espetacular). Sei que eles têm expectativas, anseiam que eu tenha uma família próspera, mas deixa que com meus amores e porque não os desamores eu me viro, deixo ao meu encargo e administração.
Não posso deixar de ressaltar o fato de que, quando do término da relação, com aqueles que não faziam jus a mim, sempre há uma indignação e aquele velho questionamento. Porque? Ele era tão legal! (ora bolas, como assim era legal se vocês faziam questão de fazem críticas incessantes?) ¬¬
Enfim, minha família é digna de estudos, tão contrapostos quanto eu, tão exaltados quanto eu, sei que reclamo, mas sou o espelho incólume desse hospício que se chama lar.
