Minha Fortaleza


A casa em que eu morava parecia um castelo, onde quem reinava era eu. Meu irmão, mais novo, coitado, apesar de muito relutar, era meu súdito. A casa era realmente gigantesca, embora que para duas crianças com muita disposição, espaço demais nunca era o suficiente. Sempre esbarrávamos em defeitos para as nossas brincadeiras, que sempre eram ensurdecedoras, como a largura das portas, as pilastras entre os vãos, o estilo do piso etc.

Lá havia uma escada que levava aos quartos, até hoje me pergunto como não morri ali! Porque vez ou outra eu caía ou então empurrava alguém, leia-se meu irmão. Coitado! Eu sei que sou uma ingrata, sem coração, mas irmão caçula é pra essas coisas. Pra obedecer suas ordens, servir de cobaia para experiências, levar sempre a culpa dentre inúmeras finalidades que só me beneficiavam, lógico.

Certa vez, numa tarde que meus pais não estavam em casa, a nossa babá resolveu dar uma de engraçadinha (previamente já digo que isso resultou na sua iminente demissão) apagou todas as luzes da casa, colocou um lençol sobre o corpo, ficou no topo da escada, então começou chamar a mim e a minha sombra, meu irmão. Quando chego lá e me deparo com aquela cena de desenho animado, uma imbecil causadora de traumas infantis, vestida com um lençol, com dois furos nos olhos e fazendo: - Buhhh Buhhh! Olhei pra cara do meu irmão, que estava branco, estático e falei: - Cooooooooooooooorre!!

Aquela casa era realmente um paraíso, no quintal, que era o melhor local da casa, tinha de tudo, um tanque de guerra estilo velocípede, tinha cachorro, a piscina grande fonte de diversão, balanço, a vista para a casa dos vizinhos que me chamava atenção, pelo fato de ser curiosíssima desde criancinha. Mas o  que me traz recordação daquele quintal foi a primeira árvore que plantei, se é que coqueiro é árvore, eram 3 coqueiros anões , da mainha, meu irmão e meu, cada qual plantou o seu, nem preciso lembrar que o meu dava os cocos mais doces. Não me pergunte o porquê, com certeza não relacionado à minha doçura, inexistente.

Como tudo na minha vida, tudo de estranho acontecia naquela casa. Dentre os fatos mais relevantes que eu poderia contar me vêm a cabeça dois deles, hilários, todos envolvendo animais e as doidices da minha mãe. Fim de ano as pessoas costumam comer Peru, em vez de ir no supermercado e comprar um,  mainha inventou de comprar um Peru vivo, para criar por uns tempos e depois abater. Até então tudo bem, chega o fatídico dia da morte do referido bicho,  quando do golpe fatal, ocorreu que o golpe não foi lá tão fatal, já que o peru saiu correndo pelo quintal, esguichando sangue do pescoço para todos os lados. Desde desse dia, perus me dão um certo asco.

Outra vez, voltando da praia compramos cerca de uns 30 caranguejos, chegando em casa, a empregada colocou a panela em que eles estavam separados no chão com a tampa e saiu, nesse meio tempo, todos estávamos dormindo cansados da praia. Quando acordamos, está aquela cena linda, caranguejo para todos os lados, me impressiona até hoje que havia alguns aventureiros naquele meio, alpinistas, porque nas cortinas lá no alto tinha uns 3 deles. Convenhamos que isso não acontece em casa de gente normal.

Olhando de lá para cá


Quando eu era criança, há um bom tempo atrás diga-se de passagem, eu tinha aspirações um pouco distintas da minha realidade atual, tantos sonhos e ilusões me inundavam. Se eu pudesse ver quem eu sou hoje, com os olhos de antes, não sei qual seria o meu julgamento, se frustrante ou revolucionário. Ainda pretendo chegar a essa conclusão, mas por enquanto, ainda estou na fase de descobertas.

Pra começar, eu queria ser veterinária, não me via fazendo outra coisa se não cuidando de bois, cavalos e outros animais de grande porte, resultado de uma infância na fazenda. Os cachorrinhos e gatinhos que atraiam as crianças da minha idade nunca me chamaram tanta atenção. Desde criança, eu gostava era do perigo, me aventurava andando de cavalo por aí sozinha, saia da fazenda de manhã e voltava à tardinha (quando eu não me perdia, enlouquecendo meus pais e só chegando à noite).

Não deixam de ser engraçadas as projeções que fazemos quando infantes, algo que parecia tão próximo e atingível, hoje é uma realidade distante e de fato lúdica. Os filhos geralmente são a representação dos pais quando crescem, de fato, foi isto que aconteceu. Deixei de lado aquela nostalgia da infância e passei a me focar num universo mais concreto que me cercava e decidi seguir a carreira dos meus pais, advogada, o mundo jurídico.

Pode-se dizer que não era o que o meu eu criança almejava, a vida em liberdade, no campo, tratando de animais era deveras fantasiosa, aos poucos fui visualisando isto e fui me firmando em outros horizontes. Hoje, com meus 20 e poucos anos, tenho a dizer que minhas aspirações não foram esquecidas, embora reportadas para o passado. Não acho que tenha me faltado a coragem, apenas me envolvi em uma gama de oportunidades distinta.

As oportunidades alteram o indivíduo no decorrer da sua vida, mudando rumos, reformulando histórias e fazendo os enredos mais ricos. Ressaltando apenas o fato de que as escolhas, embora difíceis, devem ser sensatas, porque o futuro que se via no passado é o presente que se faz hoje. Trilhe seu caminho, mas sem muitos desvios, afinal as oportunidades não podem ditar uma vida, feixe os olhos se quiser, siga seus extintos, atinja seus desejos e faça aquilo que o faz feliz, se não o fizer, tenha coragem de recomeçar, sem medo.


Eu Gosto do Impossível

Tenho um instinto competitivo incontrolável. Sempre que almejo alguma coisa, ou na grande maioria das vezes alguém, se houver um pingo de dificuldade e uma barreira que eu tiver que ultrapassar, a coisa ou a pessoa é muito mais desejada.

Não que eu atinja todas as minhas metas e objetivos, mas de fato, geralmente os consigo. Mantê-los sob o meu domínio já é uma coisa com o que eu não posso lidar. Passada a fase da conquista e da dificuldade, o encantamento meio que se dilui e a graça vai se perdendo.

Tudo culpa daquela minha sede de infinito que me governa, não conformada com a estabilidade, procuro ser mutante. Ora as mudanças são benéficas, ora nem tanto. O que importa é que busco me tornar uma pessoa melhor aprendendo com as minhas próprias mudanças, erros, acertos e insistências. Maldita insistência, perseguir o impossível já virou rotina, de modo que o difícil  soa com naturalidade.

Os mais difíceis, os mais incompreensíveis, os mais contraditórios, os mais paradoxos além e  vários adjetivos, por vezes pejorativos,  que eu poderia elencar com o mesmo fundamento. Tudo isso me fascina. Por vezes chego a duvidar da minha sanidade mental. Qualquer dia, tentarei o fácil, só pela dificuldade que será.

Dos Amores Que Tive - Parte V


O 5º deles:

Sou eu na versão masculina. Fala muito como eu, sente como eu, se empolga como eu, curte as mesma coisas que eu, tinha os mesmos pensamentos. Por vezes parecia que transmitíamos pensamentos, a gente se entendia, em todos os sentidos. Sabe juntar a fome com a vontade de comer? Éramos nós, objetivos comuns. Passávamos horas conversando, horas e horas, a convivência era fácil. 

Porém, sempre tem um porém, apesar de gostar dele, eu mesmo sem querer ainda tinha o 4º deles pairando meus pensamentos. Sendo sincera, o que de princípio me atraiu foi o fato da semelhança física entre eles,  eram muito parecidos, tanto que, por vezes eu confundia os nomes. Eu sei que não é certo buscar uma pessoa em outra, mas saber e fazer são duas coisas completamente distintas e bem difícil de se separar quando está sendo conveniente pra você.

De fato eu estava traumatizada por causa do 4º deles, havia me tornado fria, com medo de me envolver de novo e quebrar a cara, não demonstrava o que sentia com medo de cometer o mesmo erro, que foi me doar demais. Mas comigo, não tem meio termo, ou é demais ou é de menos.  Foi aí que parei pra pensar, se o que eu estava sentido era uma paixão ou uma coisa verdadeira, que estava tocando meu ciração. Comecei a duvidar e a me balançar, eu não sabia se ele era o que eu queria, ou se busquei uma coisa do passado dentro dele. 

De certa forma ele percebeu que eu estava confusa, quando estou confusa eu busco certezas. Porém, só encontrei mais dúvidas; nele, em mim e no 4º deles, com quem eu sempre mantive contato. Como a paciência não é uma das minhas virtudes, eu gosto de resolver logo meus problemas de cara, em vez de esperar que com o tempo eles se resolvam. Conversa vai conversa vem, não sei pra lá, não sei pra cá, estou confuso pra cá, acabamos. 

Foi uma relação que me engrandeceu bastante, fez com que eu abandonasse os fantasmas do passado, com simplicidade, sem apelo, espantosamente, me desapeguei afetivamente de tudo que veio antes, do que eu havia sentido, vivido e sofrido. Mas, as certezas que eu precisava enquanto estava com ele, só pude ter, depois, quando já estava sem ele. Paciência!

Dos amores que eu tive, o que me fez tão bem.

Dos Amores Que Tive - Parte IV


O 4º deles:

Esse foi um dos grandes mistérios da minha vida, a minha grande contradição e fonte minha incerteza emocional, fazendo com que eu desse tiros no escuro. Sua personalidade era uma coisa que me intrigava bastante, mas eu sou uma pessoa teimosa e me enfio de cabeça numa coisa difícil só pra medir forças comigo mesma. 

Ele sempre foi quieto, tímido, na dele, sem demonstrar grandes emoções, se declarava sem emoções e nunca tinha se envolvido afetivamente com ninguém, porém com o tempo, ele começou a se abrir, demonstrar um carinho, afeto, amor e eu fui achando que eu tinha conseguido mudar o jeito dele enxergar as coisas. Naquela fase, pós 3º deles, ele era como um apoio, sofreu por culpa minha, mas continuou ao meu lado, me ajudou a atravessar a dificuldade que era me afastar de quem eu havia decidido não querer. 

Estranhamente, em pouco tempo eu havia aprendido a admirá-lo como pessoa, embora como namorado fosse a pessoa mais desligada do mundo. Era o meu oposto, isso é fato, tínhamos gostos opostos, interesses opostos, formas de pensar opostas, ele sempre foi a razão enquanto eu a emoção, ele era a prudência e eu a aventura, isso estava fazendo com que a relação ficasse interessante. Seu coração foi se aquecendo, deixando de ser aquele que nunca tinha sentido nada por ninguém, para ser MEU, foi quando eu resolvi me tronar emocionalmente DELE. 

O que foi uma merda, diga-se de passagem, por que eu criei meio que uma dependência à ele, me afastando dos meus amigos, que por sinal, mal chegaram a conhece-lo, porque ele era um tanto anti-social. Como eu fui idiota. Aquilo que estava tão bom, ao meu ver, não durou muito tempo. Eu me enxergava com ele por bastante tempo sem dificuldade, éramos amigos, a verdade é essa e eu media forças com a verdade pra manter esse amor. Então, chegou um momento que percebi que ele não transmitia aquele amor que havia antes, uma coisa meio que inocente, mas ao mesmo tempo intensa ,que era tão bonita de se ver. 

A contra-gosto meu, acabamos, embora fosse  uma relação sem brigas, nunca houve sequer um desentendimento, sem squalquer stress. Faltavam algumas coisas, sobravam outras, mas eu gostava de estar ao lado dele. Desde então,  decidi que não ia me envolver afetivamente com ninguém por um bom tempo, depois dessa frustração.

Dos amores que eu tive, o mais mal amado.


Dos Amores Que Tive - Parte III


O 3º deles:

Foi com quem vivi meus melhores momentos, de intensidade, indo do amor ao ódio, foram fortes emoções. Com ele eu me sentia livre, plena, apesar dele ter seus ciúmes a gente era muito feliz, como pouca gente já foi na vida. Havia uma coisa que não sei explicar, uma intensidade, uma ligação, havia afeto em cada gesto. 

Eu era sua primeira namorada, ele era bastante possessivo, não sabia lidar com o fato de que eu tinha minhas prioridades, faltava confiança, mas apesar desses defeitos, era alguém que me completava. 

Os momentos que passamos juntos vão ficar pra sempre guardados em uma parte boa dentro de mim, apesar das coisas ruins que depois aconteceram. Fatídico dia, eu me exaltei com uma atitude dele e ele se sentiu ofendido pela forma com que falei com ele, sei que fui dura e fria, oposto do carinho que ele estava acostumado. Desde então, ele frio e distante, por inúmeras vezes tentei contornar a situação, mas o orgulho que ele sentia era uma coisa com o que eu não podia lidar. 

Eu gosto de dificuldade, mas chegou a um limite que decidi que não queria mais, dei um basta. Passados alguns dias, vendo que errou, vem ele arrependido querendo retomar tudo, mas quem estava com orgulho ferido agora era eu, não queria estar com alguém que preferiu oprimir o que sentia por uma coisa besta. Um belo dia, decidi mudar e ocupar o espaço que ele deixou. 

Foi complicado superar e me manter segura de que aquilo era a coisa certa a fazer. Muitas águas rolaram por baixo dessa ponte, ele tomou atitudes desesperadas querendo voltar e isso só fez eu me afastar, ter medo de seus rompantes, retirando qualquer possibilidade remota de volta.

Dos amores que eu tive, o mais complicado e o mais simples pra mim.


Dos Amores Que Tive - Parte II



O 2º deles:

Foi aquele com quem um dia eu cheguei a achar que ia me casar.  Conhecemos-nos no colégio, eu já tinha um namoradinho sem importância, estudávamos na mesma sala e ele foi se chegando aos pouquinhos. Quando terminei o namoro, logo começamos a namorar para alegria da turma toda. 

Ficamos juntos por 6 anos, isso mesmo, 6 anos. Por vezes até eu me espanto com tanto tempo, mas foi uma coisa que fluiu e o tempo passava despercebido, a rotina era suave. Eu gostava dele e ele gostava de mim e ele fazia questão de demonstrar, até hoje guardo suas cartas e presentes numa caixa. 

Houve um tempo que eu me senti presa e com medo, nosso namoro já estava sério demais e eu não o via como o homem da minha vida. Não queria passar o resto dos meus dias com ele se ainda tinham tantas coisas não vividas que eu queria experimentar, aquela minha sede de infinito que me domina, uma vontade de renovação se apoderou de mim. Foi bastante difícil tomar coragem pra terminar esse namoro, que mostrou tantos horizontes, mas, era uma relação fadada ao insucesso! 

Ele não era o amor da minha vida, não era uma paixão arrebatadora, não era ele. Eu não tenho nada de tão interessante para falar sobre ele, é fato, vivi bons momentos e outros nem tanto. Certo dia, eu em um momento de inconformismo, diante de um universo tentador de possibilidades que me cercava, decidi que não queria ficar numa relação por comodidade e acabei. 

Foi triste, realmente triste, ver o inconformismo em seus olhos, mas melhor falar a verdade do que eu me enganar , engana-lo e fingir amor. Observando agora, percebo como sou mutante, a metamorfose personificada. Eu o amei com todas as minhas forças e inexplicavelmente o que eu sentia foi levado, como que com o vento. Não foi rotina, não foram brigas, não me faltava nada. Em contrapartida em mim sobravam muitas coisas, coisas que não vivi e que queria viver. 

Dos amores que eu tive, o que eu deixei de sentir amor.

Dos Amores Que Tive - Parte I


O 1º deles:

Foi meu primeiro namorado, na verdade até hoje não entendo o porquê da gente começar a namorar, mas superando esta questão vamos às evidências: 

Eu gostava do melhor amigo dele, mas como você já pode concluir, o amigo dele (que nem era bonito, popular ou com algum atrativo especial além de uma linda boca e o fato de ser bastantante inteligente) não me dava sequer atenção, afetivamente falando, devido ao fato que seu amigo já tinha lhe dito que gostava de mim. 


Então, caso encerrado, eu não tinha chances, acabei por desistir. Passei então a prestar atenção naquele que gostava de mim, era um menino bonito, me ligava sempre, fazia minhas vontades e me dava bastante atenção. Como eu já estava com 15 anos, com crises de identidade porque todo mundo namorava, então, namoramos. 

Ele era bom demais, gentil demais, cavalheiro demais, atencioso demais, prestativo demais e isso já estava me irritando demais.  Após dois meses juntos, numa atitude insensata e desprovida de coração, eu olhei pra ele e disse: - Não adianta, eu não gosto de você. Uma lágrima caiu do seu olho e eu convenientemente me levantei e sai de perto. Esse foi o primeiro momento que eu senti o amor, não em mim, mas por mim.

A partir de então, eu fiquei com medo de sentir o que ele estava sentindo, eu não entendia o que havia em mim que tinha feito ele gostar de mim daquela forma. Me intrigava também o fato de eu não conseguir corresponder à uma coisa tão pura, são os mistérios do coração.


Dos amores que eu tive, o que eu não senti amor em mim.


Tribunal Domiciliar

Ultimamente as refeições em minha casa parecem mais ser julgamentos nos tribunais, onde eu sou a ré! Não importa o quão eu já tenha feito ou me privado de fazer, pois sempre, repito, SEMPRE eu tenho culpa em alguma coisa.


As acusações são inúmeras e das mais variadas, não aceitam o fato de eu não viver para o estudo apesar de ser muito bem sucedida em tudo aquilo que me foco. Por vezes creio que querem me utilizar como exemplo para a humanidade, querendo a perfeição em mim.


Eu que sirvo para muita coisa, mas principalmente como exemplo a não seguir. Pois é fato que não sou tão estudiosa quanto meus pais acham que poderia ser, tão vaidosa quanto o mercado consumidor exige ou tão interessada em futilidades como a televisão apregoa .


O Fato é que vivo ao meu modo, conseguindo minhas coisas do meu jeito, com meu esforço. Contudo, apesar do fato de eu não passar horas a fio estudando e deixando de viver meus finais de semana, que geralmente são de quinta à domingo, não significa que eu não tenha compreendido tão quanto os nerds com pouca capacidade de aprendizado. (note-se que estou de fato indignada) Apenas tenho uma sede de aventura que uma sala de aulas me impede de viver.


Outra parte enfática do MEU julgamento está no que tange aos meus amores. Essa parte é realmente digna de um lirismo, composto de antíteses e paradoxos. Quando estou namorando todos os namorados são imperfeitos, deficientes ou não estão à minha altura (como se eu fosse algo de espetacular). Sei que eles têm expectativas, anseiam que eu tenha uma família próspera, mas deixa que com meus amores e porque não os desamores eu me viro, deixo ao meu encargo e administração.


Não posso deixar de ressaltar o fato de que, quando do término da relação, com aqueles que não faziam jus a mim, sempre há uma indignação e aquele velho questionamento. Porque? Ele era tão legal! (ora bolas, como assim era legal se vocês faziam questão de fazem críticas incessantes?) ¬¬


Enfim, minha família é digna de estudos, tão contrapostos quanto eu, tão exaltados quanto eu, sei que reclamo, mas sou o espelho incólume desse hospício que se chama lar.

Sucesso



Mais um degrau rumo a pessoa que eu pretendo ser foi ultrapassado hoje. Consegui!! Por vezes cheguei a duvidar se eu conseguiria realmente passar na OAB, já que não é das tarefas mais fáceis.


Quando as dúvidas me abatiam e eu não sabia o que pensar, se eu ia realmente conseguir, contei com o apoio dos meus amigos, parentes. Realmente sem eles a angústia ia ser grande, sem a Fé que tive e apoio ia ser difícil.


O que importa é que estou feliz, obtive êxito!! Voupoder exercer a minha profissão e quem sabe ajudar pessoas, inclusive eu financeiramente é claro! hahah xDDD~

As dúvidas causam medo


Enquanto a proximidade de uma certeza se aproxima, em meio a ansiedade e ao medo, surge a possibilidade do fracasso. Embora se tenha pensamento positivo e Fé, a realidade da dificuldade insiste em se fazer presente.

Expectativa, esta é a palavra que reúne os sentimentos. Estes que não partem somente de mim, mas também, daqueles que me amam, que me cercam e que querem ver o meu êxito. Decepcioná-los não seria uma boa coisa, isso é fato.

Sei que dei o melhor de mim, me esforcei bastante e pude contar com a sorte, buscando a força necessária para o momento de dificuldade em Deus, não me deixando esmorecer.

Dentro de algumas horas saberei se já poderei exercer a advocacia, esta profissão que escolhi dentro de tantas e que é tão bela, pelo fato de poder auxiliar as pessoas em suas pelegas. A mera possibilidade de auxiliar ao desenvolvimento da justiça terrena já é bastante gratificante.

O universo de possibilidades que cerca esta ciência nada exata é fascinante, a proximidade de poder fazer parte disto tudo de maneira ativa é no mínimo excitante.

Agora só me resta esperar.
Êxito!! (yn)