Tenho um instinto competitivo incontrolável. Sempre que almejo alguma coisa, ou na grande maioria das vezes alguém, se houver um pingo de dificuldade e uma barreira que eu tiver que ultrapassar, a coisa ou a pessoa é muito mais desejada.
Não que eu atinja todas as minhas metas e objetivos, mas de fato, geralmente os consigo. Mantê-los sob o meu domínio já é uma coisa com o que eu não posso lidar. Passada a fase da conquista e da dificuldade, o encantamento meio que se dilui e a graça vai se perdendo.
Tudo culpa daquela minha sede de infinito que me governa, não conformada com a estabilidade, procuro ser mutante. Ora as mudanças são benéficas, ora nem tanto. O que importa é que busco me tornar uma pessoa melhor aprendendo com as minhas próprias mudanças, erros, acertos e insistências. Maldita insistência, perseguir o impossível já virou rotina, de modo que o difícil soa com naturalidade.
Os mais difíceis, os mais incompreensíveis, os mais contraditórios, os mais paradoxos além e vários adjetivos, por vezes pejorativos, que eu poderia elencar com o mesmo fundamento. Tudo isso me fascina. Por vezes chego a duvidar da minha sanidade mental. Qualquer dia, tentarei o fácil, só pela dificuldade que será.
