O 5º deles:
Sou eu na versão masculina. Fala muito como eu, sente como eu, se empolga como eu, curte as mesma coisas que eu, tinha os mesmos pensamentos. Por vezes parecia que transmitíamos pensamentos, a gente se entendia, em todos os sentidos. Sabe juntar a fome com a vontade de comer? Éramos nós, objetivos comuns. Passávamos horas conversando, horas e horas, a convivência era fácil.
Porém, sempre tem um porém, apesar de gostar dele, eu mesmo sem querer ainda tinha o 4º deles pairando meus pensamentos. Sendo sincera, o que de princípio me atraiu foi o fato da semelhança física entre eles, eram muito parecidos, tanto que, por vezes eu confundia os nomes. Eu sei que não é certo buscar uma pessoa em outra, mas saber e fazer são duas coisas completamente distintas e bem difícil de se separar quando está sendo conveniente pra você.
De fato eu estava traumatizada por causa do 4º deles, havia me tornado fria, com medo de me envolver de novo e quebrar a cara, não demonstrava o que sentia com medo de cometer o mesmo erro, que foi me doar demais. Mas comigo, não tem meio termo, ou é demais ou é de menos. Foi aí que parei pra pensar, se o que eu estava sentido era uma paixão ou uma coisa verdadeira, que estava tocando meu ciração. Comecei a duvidar e a me balançar, eu não sabia se ele era o que eu queria, ou se busquei uma coisa do passado dentro dele.
De certa forma ele percebeu que eu estava confusa, quando estou confusa eu busco certezas. Porém, só encontrei mais dúvidas; nele, em mim e no 4º deles, com quem eu sempre mantive contato. Como a paciência não é uma das minhas virtudes, eu gosto de resolver logo meus problemas de cara, em vez de esperar que com o tempo eles se resolvam. Conversa vai conversa vem, não sei pra lá, não sei pra cá, estou confuso pra cá, acabamos.
Foi uma relação que me engrandeceu bastante, fez com que eu abandonasse os fantasmas do passado, com simplicidade, sem apelo, espantosamente, me desapeguei afetivamente de tudo que veio antes, do que eu havia sentido, vivido e sofrido. Mas, as certezas que eu precisava enquanto estava com ele, só pude ter, depois, quando já estava sem ele. Paciência!
Dos amores que eu tive, o que me fez tão bem.
