O 1º deles:
Foi meu primeiro namorado, na verdade até hoje não entendo o porquê da gente começar a namorar, mas superando esta questão vamos às evidências:
Eu gostava do melhor amigo dele, mas como você já pode concluir, o amigo dele (que nem era bonito, popular ou com algum atrativo especial além de uma linda boca e o fato de ser bastantante inteligente) não me dava sequer atenção, afetivamente falando, devido ao fato que seu amigo já tinha lhe dito que gostava de mim.
Então, caso encerrado, eu não tinha chances, acabei por desistir. Passei então a prestar atenção naquele que gostava de mim, era um menino bonito, me ligava sempre, fazia minhas vontades e me dava bastante atenção. Como eu já estava com 15 anos, com crises de identidade porque todo mundo namorava, então, namoramos.
Ele era bom demais, gentil demais, cavalheiro demais, atencioso demais, prestativo demais e isso já estava me irritando demais. Após dois meses juntos, numa atitude insensata e desprovida de coração, eu olhei pra ele e disse: - Não adianta, eu não gosto de você. Uma lágrima caiu do seu olho e eu convenientemente me levantei e sai de perto. Esse foi o primeiro momento que eu senti o amor, não em mim, mas por mim.
A partir de então, eu fiquei com medo de sentir o que ele estava sentindo, eu não entendia o que havia em mim que tinha feito ele gostar de mim daquela forma. Me intrigava também o fato de eu não conseguir corresponder à uma coisa tão pura, são os mistérios do coração.
Dos amores que eu tive, o que eu não senti amor em mim.
